sábado, 18 de abril de 2015

A menina que roubava livros - Markus Zuzak




O título já me interessou logo de cara, pois eu quando criança peguei muitos livros na biblioteca a mais do que deveria (só podíamos levar três por vez, mas eram tão fininhos que eu mostrava três pra moça e colocava mais três no casaco do uniforme, mas juro que eu devolvia todos na semana seguinte).

Acabei de surpreendendo pois a história não se tratava só de roubos de livros. Envolvia Hitler, judeus e a porra toda. Amo esse tema, não porque sou cruel e gosto de ver desgraça, mas sinto que a segunda guerra foi um acontecimento passível de muita reflexão, a respeito de política, finanças, e comportamento humano.

Posto isso, comecei a ler. A história é contada pelo ponto de vista daquela que usa capa preta, aquela que leva a gente antes mesmo que a nossa roupa seque no varal, antes de pagarmos aquela conta atrasada, antes de dizermos pela ultima vez um eu te amo para nossos parentes queridos. A morte.

Chocante! Nunca antes foi contado a mim dessa forma, era sempre do ponto de vista de um judeu, ou um soldado do Führer*.

Claro que é um livro de ficção, tendo como pano de fundo, a segunda guerra, mas você se envolve tanto aos personagens, que no final sente tristeza de verdade não só por eles, como por todo o povo alemão, que oprimido, tinha que se submeter a N.S.D.A.P (Partido Nacional-Socialista Alemão dos Trabalhadores, pra mim um nome bonitinho para os nazistas).


Liesel Meminger, Rudy Steiner e Hans Hubberman, os personagens mais tocantes... Um conselho meu a quem for ler: não se sinta frustrado no fim, isso já aconteceu! Com muitas famílias, muitos Rudys. Muitos acordeons foram destruídos, não há nada que você possa fazer, portanto não sofra.


Tem coragem? Boa leitura!

*Fuhrer - chefe, guia, usado como título para Adolf Hitler, hoje em dia evita-se o uso dessa palavra sozinha em alemão, para não fazer alusão ao maior assassino da história da humanidade.


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